26.10.11

Só a morte é certa

Hoje duas pessoas me falaram na morte.
Um desconhecido que me deu passagem numa porta, pela manhã. "Ladies first, sempre! Aqui e na vida. Até na morte!" Disse-lhe que era difícil de digerir uma piada dessas logo pela manhã, sorri e afastei-me rápido.
E o André. "Já devias saber que nesta vida nada dura para sempre. Só a morte é certa."

Nunca penso na morte na verdade.

Hoje, voltei a sentir o sono que vem sempre que começo a ficar triste. Começo a perder energia, a calar-me. Passo a observar e a ficar cada vez mais pensativa, até que fico com sono. O melhor refúgio sempre que não quero encarar a realidade.
Foi forte o que me contaste hoje. E isso mexeu comigo mais do que podia imaginar. Disseste-o a rir-te, no tom de piada que falamos desde que nos separámos.
Quero que fiques bem.
Estou contente por ti. Pareces-me bem. Apesar do forte que foi estarmos juntos sempre no limite da ruptura, quero voltar a conversar contigo sem ouvir que "só a morte é certa". E pela primeira vez falo de ti depois de tanto tempo seres o presente invisível.

0 comentários: