Vejo-te em todo o lado.
Quando olho rápido para atravessar a rua estás do outro lado, quando entro no metro estás lá ao fundo ao canto esquerdo, quando ando na rua toda gente tem os teus óculos. Tu não estás em lado nenhum.
E hoje... foi a quarta vez que te vi desde que te conheci. Agosto foi há uma longa eternidade. O tempo passou e nós também.
A última queda foi grande. Demorou-se em mim. Como o sol que vai deixando a sombra como rasto da sua passagem. Deixei de me reconhecer nas coisas que gostava. Senti-me argamassa inanimada, carne amorfa, esgotada, incapaz.
Passados 2 anos tudo isso é finalmente passado e não presente.
Posso voltar a apaixonar-me. Seja o que for. Quero o risco.
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